Três campanhas que nos fazem acreditar que a inclusão na publicidade veio para ficar

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A inclusão racial não basta. Ela tem de ter que significado, tem que ter valor. Esse pensamento não é meu,  é da minha colega e amiga Nadja Pereira especialista em Social Media é uma das pessoas mais influentes no Linkedin em 2016. E eu concordo com ela. Do que adianta ter um negro na campanha publicitária, se ele aparece de forma secundária, terciária, embaçadinho, lá no fundo, fazendo funções estereotipadas?

Os avanços da comunidade negra no Brasil que consome 800 bilhões ao ano, não se reflete na publicidade, mas eu no meu persistente otimismo acho que as coisas vão melhorar, principalmente por que apesar de pequeno, o número de negros das agências vem crescendo sim (inclusive outras áreas, mas isso é tema para outro artigo).

Vejam três campanhas recentes que me fizeram sorrir de orelha a orelha.

Avon com Tassia Reis

Não escolheram um rosto negro, escolheram uma mulher negra que sabe da responsabilidade de representar não somente uma grande marca, mais principalmente suas irmãs negras.  Que luz, que mulher e que boca!!

 

Vivo Fibra e o Raul que ama um filme de terror

Sim, negros também gostam de tecnologia. E tem muitos que investem uma boa grana em serviços de Internet para tirar melhor proveito da sua SmartTV, tablete e Smartphone que nem o Raul. Tem publicitário branco que vai ficar chocado com isso, mas eu juro que é verdade.

C&A e o tombamento das meninas e meninos do Rio

Antes a gente via nosso povo todo nas revistas e dizíamos que pareciam gringos. Hora de atualizar os conceitos, porque agora somos mais lindos. Prova disso é a campanha da C&A com essa galera escandalosamente bonita do Rio de Janeiro.

(Foto: Página da C&A no Facebook)
(Foto: Página da C&A no Facebook)

Link para o vídeo  da campanha na página da marca: http://bit.ly/2klPd1H

Se você tem alguma campanha brasileira que te conquistou? Deixe nos comentários.

 

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Silvia Nascimento é jornalista e diretora de conteúdo do site Mundo Negro. Ela foi considerada umas das negras mais influentes da Internet em 2013 pelo coletivo Blogueiras Negras. Em 2015 ganhou o prêmio EmpregueAfro de Valorização da Diversidade Étnico-Racial. O que a move é a consciência de que ela tem o poder de fazer os que seus antepassados foram impedidos: usar a informação para combater a desigualdade racial.